A recente tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul tem sido palco de uma intensa disputa midiática entre o Governo Federal e críticos, destacando-se artistas e influenciadores. Enquanto o governo busca autopromoção nas redes sociais, a falta de ações concretas começa a ser duramente questionada.
O influenciador digital Whindersson Nunes trouxe à tona uma discussão ao criticar uma publicação da primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, sobre o resgate de um cavalo em Canoas, no Rio Grande do Sul. Janja compartilhou um vídeo emocionante do resgate, agradecendo à mobilização da população civil e aos bombeiros de São Paulo. No entanto, Whindersson Nunes repostou o vídeo de forma sarcástica, sem comentários, mas incluindo uma imagem de outra influenciadora lavando roupa à mão em um rio.
A reação de Janja não demorou. Ela interpretou o post de Whindersson como uma tentativa de desmerecer seu engajamento, sugerindo até que se tratava de um comentário machista. "Ele não sabe que já inventaram máquina de lavar roupa faz tempo, que libera o tempo das mulheres para fazerem e estarem onde elas quiserem", rebateu a esposa de Lula.
Whindersson negou qualquer intenção misógina em seu comentário, explicando que a ironia estava relacionada à forma como algumas pessoas transformam eventos cotidianos em espetáculos midiáticos. "É uma pessoa conhecida por ter uma vida confortável, fazendo um trabalho mais pesado, como o caso de você estar seco e confortável, e fazer um circo da comoção do resgate de um cavalo", esclareceu o humorista.
A polêmica não se limitou ao embate entre Whindersson Nunes e Janja. Comentários adicionais, incluindo questionamentos sobre a autenticidade do vídeo do resgate, alimentaram ainda mais a controvérsia. A afirmação de que "até gente de esquerda reclamou" e a ironia sobre a confusão entre cavalo e égua apenas intensificaram o debate nas redes sociais.