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08/07/2025

Vereadores do PL ignoram assassinato brutal de jovem vítima de homofobia e se calam diante do crime

O assassinato cruel do adolescente Fernando Vilaça, de 17 anos, brutalmente espancado após enfrentar uma fala homofóbica, escancarou não apenas o preconceito presente na sociedade, mas também a covardia de parte da classe política. Em Manaus, vereadores do Partido Liberal (PL) permanecem calados diante do crime, mesmo com a comoção gerada nacionalmente. A ausência de posicionamento expõe uma triste realidade: a indiferença de quem deveria representar e proteger a população.

Apesar da gravidade do caso e da pressão social por justiça, os parlamentares Sargento Salazar, Capitão Carpê de Andrade e Raiff Matos, todos do PL, preferiram o silêncio. Nenhum deles usou suas redes sociais para lamentar a morte do jovem ou condenar a violência movida por ódio. Essa omissão, vinda de representantes eleitos, é um gesto de conivência moral e política com a intolerância.

A postura é ainda mais escandalosa se considerado o histórico dos vereadores, que frequentemente usam pautas “morais” para se promoverem. Raiff Matos, por exemplo, se apresenta como defensor dos “valores da família” em sua biografia, mas optou por ignorar completamente o assassinato de Fernando. Em vez disso, dedicou-se a teorias fantasiosas sobre bonecos de pelúcia supostamente inspirados em rituais pagãos.

A escolha de ignorar uma tragédia como essa não é neutra — é um posicionamento claro de quem se recusa a defender os direitos e a dignidade de jovens vítimas de preconceito. A Câmara Municipal de Manaus perde ainda mais credibilidade diante de um silêncio que fere, revolta e contribui para a normalização da violência homofóbica.

Sobre o crime:


Um adolescente de 17 anos, identificado como Fernando Vilaça da Silva, morreu após ser brutalmente espancado por reagir a ofensas homofóbicas. O caso aconteceu na última quarta-feira (2/7), na rua Três Poderes, no bairro Gilberto Mestrinho, zona leste de Manaus. Depois de três dias internado em estado grave, o jovem não resistiu e faleceu no sábado (5/7).

Vítima de homofobia, Fernando foi agredido por um grupo de jovens durante uma confraternização na rua. O adolescente teria questionado sobre ter sido chamado de “viadinho” e, após isso, os agressores o espancaram de forma cruel.

Fernando Vilaça chegou a ser socorrido para o hospital e em seguida foi transferido para outra unidade de saúde, onde passou por uma cirurgia, mas não resistiu. A violência resultou em traumatismo craniano, hemorragia intracraniana e edema cerebral. Após três dias internado, ele não resistiu aos edemas e morreu.

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