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09/05/2024

Vereadora Thaysa Lippy deu R$ 100 mil para ONG acusada de desviar mais de R$ 20 milhões

Foto: Divulgação

A parlamentar diz estar considerando a retirada da concessão do título de utilidade pública concedido à instituição em 2021

Na última terça-feira (7), a prisão do presidente da ONG Instituto Pai Resgatando Vidas, Cid Marcos Bastos Reis Maia, chocou a cidade de Manaus. A Polícia Civil do Amazonas, através da operação "O Pai tá Off", desvendou um esquema de desvio de fundos que totalizou mais de R$ 20 milhões entre os anos de 2019 e 2024.
 
A ONG, que tinha como propósito resgatar moradores de rua adictos, utilizava a vulnerabilidade dessas pessoas para angariar doações e obter vantagens financeiras ilícitas. O escândalo deixou em choque não apenas a comunidade local, mas também os apoiadores e financiadores da instituição, incluindo a vereadora Thaysa Lippy (PRD).
 
Em 2021, a vereadora destinou uma emenda parlamentar no valor de R$ 100 mil reais para o Instituto Pai Resgatando Vidas. Além disso, por meio de um projeto de lei, a instituição foi reconhecida como de Utilidade Pública, passando a integrar o Cadastro Nacional de Entidades de Utilidade Pública (CNEs) e, consequentemente, tornando-se elegível para receber verbas públicas.
 
Diante da repercussão negativa do escândalo e da prisão do presidente da ONG, Thaysa Lippy se pronunciou nesta quarta-feira (8), afirmando que está considerando a retirada da concessão do título de utilidade pública concedido à instituição em 2021, na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
 
A vereadora explicou que, embora o Regimento Interno do Parlamento Municipal não preveja uma forma direta de cassar o título, estão sendo avaliadas alternativas, incluindo uma possível indicação para que a Prefeitura de Manaus, responsável pela concessão do título de utilidade pública, tome medidas cabíveis diante da evidente perda de finalidade da instituição.
 
"Na época, fui procurada por várias pessoas para ajudar e conhecer a instituição. Eu fiz isso, visitei o local, me comovi com o trabalho deles. Eu e minha equipe verificamos todos os documentos da instituição, as certidões negativas, eles preenchiam todos os requisitos, estavam todos legais e nós resolvemos propor esse título", explicou a parlamentar em entrevista.
 
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