Mesmo tendo conquistado 4.761 votos nas eleições municipais, o vereador Lissandro Breval (PP) não conseguiu a reeleição e ficará de fora da Câmara Municipal de Manaus (CMM) em 2025. A não reeleição marca o fim de um mandato conturbado, cercado por escândalos que abalaram sua trajetória política e sua credibilidade.
Entre os episódios mais polêmicos envolvendo o vereador está a tentativa de impulsionar Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) às vésperas do primeiro turno das eleições. Lissandro, que presidia uma dessas comissões, liderou uma ofensiva que foi barrada pela Justiça, sendo considerada uma violação dos princípios fundamentais do processo legislativo, como a proporcionalidade partidária. A tentativa foi vista como um ato de oportunismo político, gerando críticas tanto de adversários quanto de membros do próprio parlamento.
Além disso, um processo por estelionato, relacionado à falsificação de assinatura de sua própria mãe, Auristela Miranda Breval, foi mais um ponto de grande repercussão negativa na sua carreira. O caso, que remonta a 2003, foi levado à 9ª Vara Criminal de Manaus e envolveu a emissão de um cheque no valor de R$ 10.000,00 para pagamento de serviços advocatícios. A assinatura falsificada foi atribuída ao próprio Lissandro, que, mesmo tendo procuração para assinar em nome de sua mãe, escolheu forjar a assinatura em um cheque que acabou sendo devolvido por divergência de assinatura.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, representado pela promotora Lucíola Valois. Segundo a acusação, Lissandro Breval cometeu estelionato (art. 171, Caput, do Código Penal Brasileiro), crime pelo qual a falsificação foi absorvida. O laudo pericial confirmou que a assinatura no cheque não correspondia à de Auristela, mas sim uma falsificação realizada por Lissandro. O processo foi oficialmente iniciado em 2008, mas teve uma suspensão decretada em 2009.
Em um desfecho favorável para o vereador, o processo contra sua mãe foi extinto devido à prescrição. Aos 71 anos, Auristela teve sua pena reduzida pela metade, conforme o Código Penal, e a prescrição foi declarada em 2020.
Com a exclusão de Lissandro Breval do cenário legislativo de Manaus, seu futuro político permanece incerto, mas os escândalos que marcaram sua gestão terão impacto duradouro em sua imagem pública.