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10/12/2024

TSE estuda medidas para reduzir a abstenção nas eleições após índices elevados

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está avaliando uma série de medidas para combater a alta taxa de abstenção nas eleições. Nas eleições municipais deste ano, o índice de abstenção atingiu 29,26%, o segundo maior desde 2012, levantando preocupações sobre o engajamento dos eleitores no processo eleitoral. Dentre as opções em discussão estão o aumento do valor da multa para eleitores ausentes e a eliminação da possibilidade de justificar a falta de voto no mesmo dia da eleição.

A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, entretanto, manifestou sua preferência por uma abordagem que priorize campanhas de conscientização sobre a importância do voto, embora não descarte a adoção de medidas mais rigorosas. Em conversa com jornalistas, a ministra expressou preocupação com a imposição de punições e lembrou que a participação eleitoral deve ser vista como um direito cívico, e não como uma obrigação onerosa. “Eu acho que o brasileiro já está tão cansado de tudo que aumenta de ônus. Uma coisa é você contar para ele que esse é um direito importante para você, para quem vem depois de você, para quem já veio antes de você. Eu sempre acho que o que é só uma imposição não fica para sempre”, afirmou Cármen Lúcia.

O TSE está aprofundando a análise das diversas razões que levam à abstenção, com o objetivo de diminuir essa taxa ou, pelo menos, tornar o convite à participação mais eficaz e direcionado. A ministra também rejeitou a ideia de que os eleitores perderam o interesse pelo voto. Segundo ela, a taxa de abstenção inclui diferentes segmentos do eleitorado, como os jovens entre 16 e 18 anos, para quem o voto é facultativo, e as pessoas com mais de 70 anos, que também têm essa opção. Nos últimos pleitos, a abstenção foi de 10,57% entre os eleitores jovens, enquanto entre os idosos foi alarmante, com 51,08% de ausentes.

“Pegar um dado frio e dizer que é a abstenção total leva eventualmente a equívocos”, explicou a ministra, sugerindo que a análise da abstenção deve ser feita com uma visão mais detalhada sobre os grupos específicos e suas particularidades.
 

Com as eleições de 2024 já no horizonte, o TSE se dedica a entender os fatores que contribuem para esse fenômeno e a desenvolver estratégias que incentivem uma maior participação eleitoral, especialmente em um contexto de crescente desinteresse por parte de certos segmentos da população. 

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