Enquanto o país assiste estarrecido às denúncias de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), um dos protagonistas políticos do Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD), que recentemente se lançou pré-candidato ao governo do Amazonas para as eleições 2026, não apoiou à ideia de instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que visa apurar os esquemas fraudulentos no órgão previdenciário.
A omissão de Aziz chama ainda mais atenção diante da adesão já robusta da oposição ao pedido de abertura da CPMI: 29 senadores e 182 deputados já endossaram o requerimento, ultrapassando com folga o mínimo necessário de assinaturas. Entre os senadores do Amazonas, apenas Plínio Valério (PSDB) firmou compromisso com a investigação. Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz, ambos aliados do governo Lula (PT), optaram por não assinar o pedido. Coincidência ou conveniência?
No campo oposto, seis dos oito deputados federais do Amazonas já se posicionaram a favor da instalação da CPMI. Adail Filho (Republicanos), Amom Mandel (Cidadania), Capitão Alberto Neto (PL), Silas Câmara (Republicanos), Pauderney Avelino e Fausto Júnior (ambos do União Brasil) apoiam a investigação, demonstrando alinhamento com a pressão popular. Apenas Átila Lins e Sidney Leite, ambos do PSD — partido de Aziz — permanecem em silêncio.
É inegável que a formação da CPMI incomoda setores do governo federal. Afinal, os indícios de corrupção no INSS poderiam respingar em figuras estratégicas da base aliada do presidente Lula. Nesse cenário, a recusa de Omar Aziz a apoiar a comissão soa como um movimento orquestrado, mais interessado em preservar alianças políticas do que defender o interesse público.
Com informações do portal AM POST