No último domingo (9), o preço do litro da gasolina em Manaus atingiu R$ 7,29, valor significativamente superior à média nacional de R$ 6,20 e ao preço praticado em outras capitais, como João Pessoa, onde o litro está em R$ 6,27. No Amazonas, o Grupo Atem é proprietário da única refinaria da região e atua como o maior distribuidor de combustíveis do estado.
Diante desse cenário, o vereador Rodrigo Guedes destacou a necessidade de "abrir a caixa preta" que envolve os custos dos combustíveis no Amazonas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Guedes convocou os órgãos de controle e a Polícia Federal a investigarem a situação, sugerindo a existência de um possível cartel de postos de gasolina na capital amazonense.
"Exijo que a classe política e os poderes/órgãos façam algo pra combater esse abuso do cartel da gasolina de Manaus. Faço o desafio aos donos de postos e distribuidoras de Manaus.Sim, teve aumento de impostos federais e estadual, sim, (o aumento do ICMS foi de R$ 0,09) teve a privatização nefasta da refinaria mas o fator cartel da gasolina continua sendo fundamental pra termos a gasolina mais cara do Brasil!", disse o parlamentar em uma publicação nas redes sociais.
"O preço da gasolina caiu 24 centavos na refinaria, o aumento do ICMS ainda não está sendo cobrado em Manaus, só a partir do proximo ato cotepe que será dia 15 de fevereiro! Ou seja, se aproveitaram da noticia do aumento do ICMS para lhe roubar! A refinaria ATEM é beneficiada com apoio de 2 senadores amazonenses com BILHÕES em isenções de impostos!", finalizou.
A disparidade nos preços dos combustíveis em Manaus, aliada às denúncias de possíveis práticas abusivas, tem gerado preocupação entre consumidores, que aguardam por respostas e medidas efetivas para garantir a transparência e a justiça no mercado de combustíveis do estado.