O rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru, apresentou um aumento inesperado de 19 centímetros nas águas, atingindo 75 metros e 37 centímetros nesta sexta-feira. Essa subida ocorre após três dias seguidos de elevação, considerando que na quarta-feira o nível estava em 75 metros e 18 centímetros. Contudo, essa variação acontece em meio a um contexto de recessão: desde o dia 18 de setembro, o rio apresentava uma média de queda de 7 centímetros.
Os dados foram fornecidos pela Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia (Proa). No entanto, o boletim da Companhia de Pesquisa em Recursos Minerais - Serviço Geológico do Brasil (CPRM-SGB) aponta que, apesar dessa leve alta em Iquitos, o rio Amazonas continua em um padrão de descida nas regiões brasileiras. As médias diárias de queda variaram de 16 a 18 centímetros em localidades como Itacoatiara, Parintins e Óbidos, com os níveis em todas essas estações considerados muito baixos para esta época do ano.
Paralelamente, o rio Negro também enfrenta uma severa seca. Atualmente, as águas estão na cota de 13 metros e 73 centímetros, marcando uma redução de 76 centímetros desde o início da semana, quando o nível era de 14 metros e 49 centímetros. Em Manaus, a média de queda diária tem sido de 19 centímetros, com os níveis atuais sendo os mais baixos registrados para o mês de setembro desde o início da série histórica.
A situação do rio Negro é preocupante, sendo a quarta maior seca já registrada na região, superada apenas pelos anos de 1963, 2010 e 2023. Desde o início da vazante em junho, as águas do rio Negro desceram impressionantes 13 metros e 12 centímetros. Nesta última semana, a média de queda foi de 7 centímetros em São Gabriel da Cachoeira e Barcelos, enquanto Tapuruquara registrou declínios de 9 centímetros.
O CPRM-SGB alerta que o fim da vazante não possui um período definido, podendo ocorrer entre outubro e janeiro do próximo ano. A continuidade da seca pode afetar diversas comunidades ribeirinhas e a fauna local, destacando a importância de monitorar os níveis dos rios na região amazônica. As autoridades e especialistas seguem atentos aos desdobramentos dessa situação crítica que afeta tanto o ecossistema quanto as populações que dependem dessas águas.