O aumento dos preços dos alimentos pressiona o orçamento das famílias brasileiras, com efeitos ainda mais agudos para grupos de baixa de renda.
É o que mostra levantamento do coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FVG/Ibre), André Braz.
Segundo os números, o grupo de alimentos responde atualmente por uma fatia de 22,6% da renda daqueles que ganham de 1 a 1,5 salário mínimo (R$ 1.518 a R$ 2.277).
Em 2018 esse cenário era diferente: os alimentos representavam 18,4% das contas familiares.
Já ao olhar para as famílias de alta renda, o peso da alimentação é de 11,3%. Há sete anos, correspondia a 9,2%.
Dessa forma, a cesta de consumo fica mais restrita e concentrada em alimentos, o que amplifica o impacto da inflação sentida pelos brasileiros e aumenta a percepção pessimista sobre essa situação, segundo avaliação de André Braz.
Números do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) também divulgados hoje revelam dados positivos sobre a alta do emprego, mas, com a forte subida da inflação, essa melhora parece não ter sido sentida pelos trabalhadores.
De acordo com o levantamento, a desaprovação de Lula superou 60% nos três maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.