No início da tarde desta segunda-feira (07/10), grande parte do Porto da Terra Preta, localizado em Manacapuru (AM), desabou e causou transtornos para população local. Vídeos do incidente foram divulgados nas redes sociais. Até o momento, não há informações sobre possíveis vítimas ou causas do desabamento.
O porto é administrado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Em um dos registros é possível ver moradores correndo em desespero enquanto fogem do desabamento e alertam os demais sobre o perigo.
Em outro vídeo, é possível observar um carro em meio as destroços do porto. Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e órgãos municipais já estão no local para avaliar os danos e garantir a segurança da área.
No rio, é possível ver pedaços de flutuantes, canoas, destroços de casas e até carros enquanto o fenômeno de ‘terras caídas’ segue em andamento. Imagens anteriores do porto mostram que centenas de pessoas frequentam o local diariamente, além do local abrigar famílias que moram em flutuantes ao redor.
Embora não tenham sido confirmadas vítimas, o impacto econômico para Manacapuru pode ser significativo, já que o Porto da Terra Preta é um ponto estratégico para o transporte de mercadorias e passageiros, além de abrigar importantes instalações, como o Terminal Hidroviário e a Secretaria Municipal de Pesca (Sempa).
O risco de novos desmoronamentos ainda é uma preocupação. Até o momento, O DNIT não se pronunciou sobre o desabamento.
Terras Caídas
O fenômeno “terras caídas” é comum em rios amazônicos, principalmente durante os períodos de seca, quando a redução do volume de água aumenta a vulnerabilidade das margens. Ele consiste no processo natural de erosão fluvial, que pode resultar em escorregamentos e desabamentos de grandes proporções, como o ocorrido em Manacapuru. Esses eventos afetam não apenas a infraestrutura local, mas também causam impactos ambientais e socioeconômicos.
Especialistas alertam para a necessidade de monitoramento contínuo da situação, já que o fenômeno pode agravar-se caso as condições da vazante do rio Solimões persistam.