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Política
03/02/2025

Omar Aziz é criticado por defender governo Lula e gera desconforto entre colegas do Senado

Durante a sessão deste sábado (1º), que visava a eleição do novo presidente do Senado, o senador Omar Aziz (PSD) se viu no centro de uma controvérsia ao usar a tribuna para defender o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A intervenção de Aziz gerou críticas acaloradas e advertências de seus colegas, que acusaram o senador de politizar a reunião.

A polêmica surgiu quando Aziz se posicionou contra o pedido de impeachment de Lula, proposto pelo deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), devido à implementação do programa Pé-de-Meia. O programa, que destinou R$ 3 bilhões para beneficiar estudantes do ensino médio em 2024, foi alvo de críticas por supostamente ter sido executado sem a devida autorização do Congresso Nacional, levantando a possibilidade de crime de responsabilidade por parte do presidente.

Em seu discurso, Omar Aziz questionou as críticas ao programa, sugerindo que a verdadeira motivação por trás do movimento de impeachment não era a ajuda aos estudantes, mas uma tentativa de identificar a presença de "pedalada fiscal", uma prática financeira considerada ilegal. Aziz ainda fez duras acusações contra um membro do Tribunal de Contas da União (TCU), chamando-o de “golpista” e sugerindo que a pressão pelo impeachment deveria ser voltada também para essa pessoa. "Sabe qual é a discussão? Não é a ajuda que estamos dando para os estudantes, é se houve ou não pedalada fiscal vindo de um cidadão que hoje está no TCU que é um golpista", afirmou o senador.

A postura de Aziz gerou imediata reação entre seus pares. O senador Esperidião Amin (PP-SC) foi um dos primeiros a repreender o colega, argumentando que a sessão não deveria ser utilizada para fazer “pregação facciosa”. “Não é correto. Esta sessão não pode admitir esta pregação facciosa que o meu querido amigo Omar Aziz está fazendo", afirmou Amin, destacando que não queria que a reunião fosse politizada.
 

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, também interveio na situação. Pacheco pediu que as discussões fossem limitadas ao tema da eleição para a presidência da Casa e alertou os senadores para que evitassem manifestações políticas fora do escopo da reunião. “Esse é o encaminhamento das lideranças partidárias a cerca das candidaturas. Peço apenas que fiquemos dentro desse escopo”, declarou o presidente. 

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