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29/08/2024

Níveis baixos dos rios atingem bacias do Madeira e Alto Solimões no Amazonas

A estiagem prolongada tem gerado desafios substanciais para a navegação e transporte de cargas nas bacias dos rios Madeira e Alto Solimões, conforme relatado pelo Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma). O levantamento mais recente da entidade destaca que essas áreas estão entre as mais afetadas neste período crítico.

Desde dezembro de 2023, o Sindarma tem emitido alertas sobre a severidade da seca deste ano, que está se mostrando mais intensa do que a do ano anterior. O presidente do Sindarma, Galdino Alencar, antecipou que setembro seria o mês com os níveis mais críticos dos rios, e essa previsão está se confirmando.

De acordo com o sindicato, mesmo com os baixos níveis dos rios, todas as rotas continuam operando. "Não há embarcações paradas e o abastecimento, especialmente de combustíveis, está sendo realizado conforme o cronograma estabelecido para os municípios do interior do Estado," afirmou Alencar. No entanto, as embarcações estão enfrentando a necessidade de navegar com cargas reduzidas devido à pouca profundidade, o que resulta em custos operacionais mais altos. Em diversos trechos, como na rota Manaus-Porto Velho e na Manaus-Tabatinga, as operações estão suspensas no período noturno.

Alencar explicou que o calado do rio Madeira chegou a 1,50 metros, um nível inferior ao registrado no mesmo período de 2023. "Sabíamos que a seca seria agressiva. Estamos preparados, mantendo o transporte seguro, mas em setembro, o nível dos rios deverá atingir o calado mínimo, o que deve impactar ainda mais os custos operacionais," acrescentou o presidente do Sindarma.

Outras áreas do Amazonas também enfrentam dificuldades devido à estiagem. Em municípios como Benjamin Constant, as embarcações só conseguem chegar até certa distância das cidades devido à baixa profundidade dos rios. Para evitar o desabastecimento, as mercadorias são transferidas para embarcações menores que completam o trajeto até os centros urbanos.
 

A situação continua a evoluir, e o Sindarma acompanha de perto os impactos da seca na navegação e no transporte de mercadorias, trabalhando para minimizar os efeitos adversos e garantir a continuidade das operações em um cenário desafiador. 

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