NOTÍCIAS
Destaques
13/10/2023

Falta de ações efetivas do governo federal deixam o Amazonas em 'chamas'

A Amazônia voltou a arder, em especial o Amazonas, estado que mais preserva áreas verdes. A falta de ações efetivas do governo federal no combate aos incêndios trouxe à tona uma crise ambiental que demanda liderança e ação imediata.

Em um dos exemplos, faz sentido em relação a seca, que já afeta pelo menos 500 mil pessoas no Amazonas, em Rondônia e no Acre. Foi decretado estado de emergência em 55 municípios, e outros três solicitaram a medida.

Como solução, foi proposta uma destinação de R$ 138 milhões para dragagem dos rios Madeira e Solimões, ajuda humanitária e reforço no combate a incêndios. Só que o serviço de dragagem em 8km do rio Solimões tem custo estimado de R$ 38 milhões e duração prevista de 30 dias. Já os trabalhos no Madeira, em área de 12 km de extensão, devem durar 45 dias e custar cerca de R$ 100 milhões mas não tem previsão de início.

Enquanto isso, à medida que as chamas devoram vastas extensões da floresta, a fumaça das queimadas invade a capital amazonense e torna o ar da cidade, considerada o pulmão do mundo, um dos piores para se respirar.

Botos mortos

Somente após a notícia da morte de aproximadamente 149 botos na região no município de Tefé (AM) possivelmente por hipertermia, uma equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) resolveu acompanhar de perto os fenômenos que levaram a elevação da temperatura da água chegou a 39,1°C, fator que reduziu o oxigênio dissolvido e pode ter ocasionado a morte dos animais.

Os botos que sobrevivem, devido à água rasa, possuem ferimentos causados por lâminas de barcos a motor, já que não conseguem fazer mergulhos mais profundos.



Cientistas, ativistas e comunidades locais se uniram em um coro de críticas, apelando por medidas mais efetivas. O desmatamento ilegal e as práticas predatórias que alimentavam os incêndios não estavam sendo abordados de forma decisiva.

Além disso, a falta de recursos e planejamento adequados para o combate aos incêndios resultou em perdas significativas para a região.

A situação na Amazônia não era apenas uma preocupação nacional, mas um desafio global. Os incêndios na floresta tropical contribuíram para as mudanças climáticas e afetaram o ciclo de carbono, com impactos que reverberam em todo o mundo. Portanto, a inação do governo federal representava uma ameaça não apenas à biodiversidade e aos habitantes da região, mas a todos os habitantes do planeta.

A crise na Amazônia é um alerta para a importância da liderança responsável na preservação ambiental. É vital que os governos reconheçam a gravidade desses desafios e ajam de acordo. Isso implica em investir em estratégias sustentáveis, fortalecer agências de proteção ambiental e colaborar com a comunidade internacional para proteger esse tesouro global.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS

O intuito desse portal e levar informação sem distorção ao povo, no que diz respeito as autoridades, além de fiscalizarmos seus trabalhos em nossa cidade!

Copyright © 2017 - 2023 - Fiscaliza Manaus. Todos os direitos reservados