Desde o dia 1º de janeiro de 2025, a Receita Federal passou a adotar novas regras para a fiscalização de movimentações financeiras realizadas por meio do Pix e de cartões de crédito. Segundo a norma, valores que igualem ou ultrapassem R$ 5 mil mensais para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas devem ser reportados ao Fisco. A medida busca reforçar a transparência e a eficácia na fiscalização financeira.
O que muda para os clientes?
Apesar da nova regulamentação, os clientes não precisarão reportar suas movimentações diretamente à Receita Federal. Essa obrigação é exclusiva das instituições financeiras, operadoras de cartões de crédito e outras plataformas de pagamento. Não há custo adicional ou imposto vinculado a essas movimentações além dos já existentes.
Como funciona a fiscalização?
De acordo com a nova regra, todas as movimentações de pagamentos instantâneos e de cartões de crédito que ultrapassem os valores estipulados serão comunicadas à Receita Federal. Isso inclui tanto os montantes enviados quanto recebidos.
As instituições financeiras e de pagamento farão esse reporte semestralmente por meio do sistema e-Financeira, desenvolvido para melhorar o controle fiscal e promover maior transparência nas transações financeiras no Brasil. Os prazos de envio das informações são:
Até o último dia útil de agosto: informações referentes ao primeiro semestre do ano.
Até o último dia útil de fevereiro: informações do segundo semestre do ano anterior.
Por exemplo, movimentações de janeiro a junho de 2025 deverão ser reportadas até agosto de 2025, enquanto transações de julho a dezembro serão informadas até fevereiro de 2026.
Abrangência das regras
As novas normas expandem a lista de instituições obrigadas a prestar contas. Antes, apenas bancos e cooperativas de crédito estavam sujeitos à fiscalização. Agora, a obrigação inclui também:
Operadoras de cartões de crédito;
Instituições de pagamento;
Plataformas e aplicativos de pagamento;
Bancos virtuais;
Grandes varejistas.
Objetivos das novas regras
A Receita Federal afirma que a iniciativa visa:
Melhorar o controle e a fiscalização de operações financeiras;
Combater a evasão fiscal;
Aumentar a coleta de dados para cumprimento de compromissos internacionais do Brasil;
Promover maior transparência nas movimentações financeiras.
Impacto nas operações diárias
As transações via Pix continuarão funcionando normalmente, sem alterações no procedimento ou custos adicionais. O que muda é a forma como as movimentações acima dos limites estipulados serão monitoradas e reportadas ao Fisco.
Recomendação aos clientes
Especialistas aconselham os usuários a monitorarem suas movimentações financeiras para garantir que estejam de acordo com as novas regras e evitar quaisquer problemas fiscais. Embora a responsabilidade do reporte seja das instituições financeiras, é importante que os clientes estejam cientes das mudanças e acompanhem seus registros de transações.