A estiagem severa que afeta a Região Norte do Brasil resultou em graves consequências para a navegabilidade dos rios amazônicos. Em resposta a essa crise climática, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) assinaram, nesta quinta-feira (19), um Termo de Contrato para dragagens no Rio Solimões, no Amazonas.
As intervenções cobrirão três trechos: entre Coari e Codajás (R$ 90,3 milhões), entre Benjamin Constant e Tabatinga (R$ 104,8 milhões) e entre Benjamin Constant e São Paulo de Olivença (R$ 84,2 milhões), totalizando 255 quilômetros. O início das dragagens está previsto ainda para este ano.
“Agora temos um planejamento estratégico para os próximos cinco anos, que ajudará no escoamento da produção e fortalecerá o desenvolvimento da Região Amazônica”, afirmou o ministro Silvio Costa.
Além do Rio Solimões, a ordem de serviço para o Plano de Dragagem de Manutenção Aquaviária do Rio Amazonas também foi assinada, envolvendo 200 quilômetros entre Manaus e Itacoatiara, com investimento de R$ 92,8 milhões. O investimento total para as dragagens dos rios Solimões e Amazonas é de cerca de R$ 500 milhões, alocados ao longo de cinco anos.
Fabricio Galvão, diretor-geral do DNIT, ressaltou a importância desses contratos para garantir a navegabilidade na região. O DNIT já realiza dragagens regulares em outros rios desde 2017, com um plano de manutenção para mitigar os impactos das estiagens.
As operações de dragagem estão programadas para ocorrer entre julho e dezembro de 2024, garantindo a profundidade necessária nos canais de navegação.