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19/08/2024

Defesa Civil afirma que nível do Rio Negro em Manaus é crítico

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O Rio Negro, um dos principais rios que banham a cidade de Manaus, atingiu um nível crítico de 22,76 metros nesta segunda-feira (19), conforme dados do painel de monitoramento hidrometeorológico da Defesa Civil do Amazonas. O cenário preocupa as autoridades e a população local, já que o ritmo de vazante dos rios aponta para uma seca que pode superar a marca histórica de 2023.

A Defesa Civil estima que, se o atual padrão de vazante persistir, a profundidade do Rio Negro pode cair abaixo dos 12,70 metros registrados na orla de Manaus no ano passado, um recorde negativo. Nos últimos sete dias, o nível do rio baixou, em média, 16 centímetros por dia, sinalizando a gravidade da situação.

Para se ter uma ideia da rapidez com que a vazante ocorre, no dia 21 de julho, o nível do Rio Negro era de 25,93 metros. Apenas um mês depois, o nível do rio caiu 3,17 metros, atingindo os atuais 22,76 metros. Essa queda expressiva é motivo de alerta para as autoridades e para a população ribeirinha, que já começa a sentir os impactos da seca.

A situação já havia sido antecipada pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, que no dia 5 de julho decretou situação de emergência em razão da seca dos rios Solimões, Juruá e Purus. A medida, segundo Lima, foi necessária diante da previsão de uma seca antecipada e severa, que afeta não apenas o nível dos rios, mas também a vida de milhares de amazonenses.

Atualmente, a situação de emergência abrange 20 municípios do estado, distribuídos entre as calhas dos rios Solimões, Juruá e Purus. Nessas regiões, comunidades inteiras enfrentam dificuldades de navegação, o que complica o acesso a serviços essenciais como água potável e alimentos. A precariedade das vias fluviais, principal meio de transporte e abastecimento na região, agrava ainda mais a situação, deixando muitas localidades isoladas e em situação de vulnerabilidade.

A Defesa Civil segue monitorando de perto a situação e orienta as comunidades ribeirinhas a se prepararem para o agravamento da seca nas próximas semanas. O órgão também reforça a importância do uso consciente da água e a necessidade de medidas emergenciais para mitigar os impactos da seca que já se anuncia como uma das mais severas dos últimos anos.

A população, por sua vez, vive a expectativa e o receio de que a situação se agrave, lembrando a todos da fragilidade da região frente às mudanças climáticas e a necessidade de políticas públicas mais robustas para lidar com os desafios ambientais que afetam a Amazônia. 

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