Em uma disputa acirrada, o prefeito de Manaus e candidato à reeleição, David Almeida (Avante), lidera a corrida com 51,2% das intenções de votos válidos, seguido de perto pelo Capitão Alberto Neto (PL), que conta com 48,8%. A pesquisa, realizada entre os dias 19 e 23 de outubro pelo Instituto de Pesquisa do Norte (Ipen) a pedido do Grupo dos Seis, reflete um cenário apertado para a eleição marcada para este domingo (27).
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número AM-08978/2024 e possui um nível de confiança de 95%, com margem de erro de 3,09%. Foram entrevistadas mil pessoas em locais estratégicos de Manaus, abrangendo 38 bairros, com foco especial nas zonas norte (31,6%) e leste (24,3%), onde se concentra a maior parte dos eleitores da capital.
Segundo o levantamento, quando considerados todos os votos, David Almeida tem 43,6% de apoio entre os entrevistados, enquanto Alberto Neto registra 41,5%. Além disso, 9,8% dos entrevistados afirmaram estar indecisos, e 5,1% declararam que pretendem votar em branco ou anular o voto. Ao excluir votos brancos, nulos e indecisos, a liderança de Almeida fica com uma vantagem reduzida de 2,4 pontos percentuais sobre Alberto Neto, deixando a disputa ainda mais indefinida.
O estudo também abordou a convicção do voto entre os eleitores, perguntando se a escolha era definitiva ou se poderia ser alterada até o dia da eleição. Adicionalmente, o Ipen traçou um perfil socioeconômico e a preferência por bairros, o que ajudou a identificar padrões regionais de apoio aos candidatos.
Com uma diferença pequena dentro da margem de erro, a corrida entre David Almeida e Capitão Alberto Neto reflete um clima de polarização, onde cada ponto percentual pode ser decisivo. A pesquisa indica que o apoio ao atual prefeito é maior nas áreas com maior concentração de eleitores, mas o alto número de indecisos e eleitores propensos a anular o voto pode influenciar o resultado final.
A expectativa para o próximo domingo é de uma eleição apertada, onde o engajamento dos eleitores indecisos e a capacidade de mobilização de ambos os candidatos no fim da campanha podem ser fatores-chave para definir quem comandará a Prefeitura de Manaus pelos próximos quatro anos.