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24/07/2024

Cyro Batará é acusado pelo próprio irmão de apropriação indevida de bens e de falsificação de assinaturas

Foto: Divulgação

Francisco Cirilo Anunciação questiona a nomeação de seu irmão Cyro Batará Anunciação como inventariante.

A disputa entre os irmãos Cyro e Francisco Cirilo Anunciação pelo inventário do falecido Cassiano Cirilo Anunciação, proprietário do jornal Diário do Amazonas, popularmente conhecido como Batará, falecido em dezembro de 2023, tem sido marcada por acusações de transferências financeiras irregulares, dilapidação de patrimônio e alienação parental.
 
Francisco Cirilo Anunciação, filho do primeiro casamento de Cassiano, questiona a nomeação de seu irmão Cyro Batará Anunciação como inventariante, feita pela viúva Waldelina Tavares Anunciação. Francisco argumenta que Waldelina, diagnosticada com uma doença degenerativa, não está em condições de fazer essa escolha e pede à justiça a nomeação de uma pessoa mais adequada para a função.
 
Além de um laudo médico que comprova a saúde debilitada de Waldelina devido ao Alzheimer, Francisco apresenta outras razões para contestar Cyro como inventariante. Ele acusa o irmão de realizar movimentações bancárias significativas da conta de Waldelina para a própria conta, utilizando tokens e senhas pessoais da mãe. O extrato bancário mostra transferências de R$ 10 milhões diretamente para Cyro, além de outras várias transferências de valores menores para ele e seus familiares, incluindo sua filha.
 
Francisco também denuncia saques expressivos, que variam de R$ 40 mil a R$ 225 mil, feitos logo após a morte de Cassiano. Ele contesta a mudança da união estável para casamento com separação obrigatória de bens entre Cassiano e Waldelina em 2018, acusando Cyro de utilizar essa alteração para se beneficiar, em uma "operação fora do padrão". Francisco argumenta que essa mudança incluiu uma partilha parcial de bens que favoreceu Cyro, alegando até mesmo um "divórcio simulado".
 
Outra acusação envolve a transferência de um imóvel de Cassiano para Cyro sem a devida autorização, realizada de forma fraudulenta. Francisco alega que Waldelina assinou os documentos de transferência de bens com extrema dificuldade, apresentando assinaturas que não conferem com as originais registradas no 3º Ofício de Notas de Manaus.
 
Na petição, Francisco destaca também um empréstimo de R$ 3,5 milhões da empresa Ana Cássia, administrada por Cyro, para ele próprio, registrado na declaração de imposto de renda de 2023. Além disso, denuncia a alienação de imóveis feita por Cyro dois dias após a morte do pai, por valores abaixo do mercado, e o acusa de alienação parental contra a mãe, afetando suas áreas financeira, psicológica e patrimonial.
 

Essas razões, segundo Francisco, são suficientes para que a justiça afaste Cyro da posição de inventariante, visando a proteção do patrimônio e dos interesses da família. 

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