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Política
11/10/2023

Coronel Menezes quer disputar eleições de 2024 mesmo em momento de fragilidade política

Pré-candidato à prefeitura de Manaus, Coronel Menezes (PL), trava batalhas com concorrentes partidários para se manter fiel ao partido de Jair Bolsonaro, o PL, em meio a proximidade das eleições municipais de 2024.

Coronel Alfredo Menezes, atualmente se mantém na vice-presidência regional do PL, graças a uma liminar que suspendeu da expulsão da sigla, concedida pela juíza Kathleen dos Santos, da 18ª Vara Cível, divulgada em 22 de setembro.

A decisão positiva foi mantida após o Coronel - que declarou patrimônio de R$3.353.528,12 nas eleições de 2022 -, pagar as custas processuais da causa. Anteriormente, ele alegou que não tinha condições financeiras de custear o processo. Em 21 de setembro, a magistrada concedeu prazo de 15 dias para o ex-candidato ao Senado Federal provasse a hipossuficiência, que por falta de provas, anularia a causa.

“Por oportuno, observo que a parte autora solicitou a concessão da gratuidade de justiça, mas não trouxe aos autos documentos hábeis a convencer o juízo da sua fragilidade econômica. […] Não apresentada a documentação solicitada e não efetuado o recolhimento das custas iniciais, o processo será extinto e a tutela revogada”, dizia trecho da decisão.

Agora com os custos processuais quitados, a magistrada vai julgar se mantém ou não os efeitos da Deliberação da Comissão Executiva Municipal do PL Manaus que, baseada no parecer emitido pelo Conselho de Ética do PL Manaus, expulsou Alfredo Menezes do partido político.

Polêmicas

Vindo de um crescimento ascendente que quase o consagrou como Senador, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) governava o país, Coronel Menezes coleciona polêmicas. Entre elas, um áudio atribuído a ele, divulgado pelo site BNC em março de 2022, em que revela como utilizou a amizade com Bolsonaro para prejudicar articulações de políticos locais durante visitas do ex-presidente.

“Eu estou dando porrada no prefeito [David Almeida] direto. Tirei ele da mesa do presidente. Eu tirei mesmo e mandei colocar na mesa, que quem o retirou, fui eu”, diz trecho.

Amigo pessoal e padrinho de casamento de Jair Bolsonaro, Menezes permaneceu no comando da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) por um ano e quatro meses e pouco fez em favor do fortalecimento do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Durante a gestão dele, o então deputado federal Marcelo Ramos denunciou queda Suframa utilizou R$14,8 milhões em contratações sem processo licitatório. Um deles, tratava da construção da cobertura de um estacionamento da autarquia, além de obras para erguer um muro em unidades da Suframa nos estados do Acre e Rondônia.

À época, a empresa Brilhante - pertencente a um amigo de Menezes - foi contratada para execução do serviço, onde houve, segundo denúncia, um desvio de finalidade, uma vez que foi estipulada para executar manutenção predial e o serviço apresentado foi de construção.

No total, o custo da obras ao erário chegou a casa dos R$3,6 milhões. Em nota, o órgão se defendeu alegando que a contratação atendeu uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) de 2015, que sugueriu substituir com outros serviços, um contrato não cumprido da gestões anteriores e que gerava despesa à Suframa.

Legado

Menezes coleciona perdas, que incluem o processo judicial de R$13 mil, por ofensa à imagem e à honra contra Marcelo Ramos, ao associá-lo a uma figura diabólica, durante uma publicação nas redes sociais.

O Coronel também amargou comemoração antecipada durante as eleições de 2022, que culminaram na vitória de Omar Aziz ao Senado Federal.

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