No último domingo (27/10), as urnas brasileiras revelaram um panorama complexo para candidatos apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que conquistaram vitórias em quatro capitais, mas foram derrotados em sete. Esse resultado destacou tanto a força do bolsonarismo em determinadas regiões quanto as limitações de sua influência em outras, dividindo o mapa político do país.
Em São Paulo, a maior capital do Brasil e colégio eleitoral fundamental, Ricardo Nunes (MDB) venceu, representando um marco importante para o bolsonarismo. A reeleição de Nunes fortalece o MDB e a presença bolsonarista em uma cidade estratégica. Em Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB) também saiu vitorioso, consolidando o apoio de Bolsonaro na capital gaúcha. No Centro-Oeste, Abilio Brunini (PL) triunfou em Cuiabá, enquanto Emilia Correia (PL) foi eleita em Aracaju.
Apesar dessas vitórias significativas, Bolsonaro não conseguiu repetir o sucesso em várias capitais de destaque. Em João Pessoa, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL) foi derrotado, assim como Cristina Graeml (PMB) em Curitiba, revelando os limites do bolsonarismo no Nordeste e no Sul do país. Outros candidatos apoiados pelo ex-presidente também não obtiveram êxito: Delegado Eder Mauro (PL) em Belém, Janad Valcari (PL) em Palmas, Fred Rodrigues (PL) em Goiânia, Bruno Engler (PL) em Belo Horizonte e André Fernandes (PL) em Fortaleza.
Essas derrotas demonstram que, embora Bolsonaro ainda exerça influência política expressiva em algumas regiões, principalmente no Sudeste e Centro-Oeste, essa força encontra resistência em outros pontos do país.