Caio André (União Brasil), atual presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), não conseguiu garantir sua reeleição como vereador nas eleições deste domingo (6). Após 100% das urnas apuradas, foram contabilizados 8.019 votos, insuficientes para mantê-lo na Câmara. A derrota nas urnas, pode ser atribuída aos diversos escândalos e controvérsias que abalaram sua administração, o que contribuiu para a deterioração de sua imagem pública e possivelmente para sua derrota nas eleições.
Entre os principais episódios está a tentativa de instaurar, às vésperas das eleições, duas CPIs contra o prefeito David Almeida (Avante), com o objetivo de prejudicar a reeleição dele. A rapidez e a falta de transparência no processo levantaram suspeitas sobre as motivações políticas por trás dessas comissões, especialmente porque seus membros tinham histórico de envolvimento em questões de corrupção.
Outro ponto crítico foi a reprovação da transparência na gestão da CMM. O Ministério Público de Contas classificou a transparência da Casa como "inexistente" após a queda da nota no ranking de transparência do Radar de Transparência Pública, que despencou de 73,82% em 2021 para níveis alarmantes durante a gestão de Caio André. Essa falha foi vista como um descumprimento da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Caio André também foi envolvido em um escândalo relacionado à tentativa de destinar uma emenda de R$ 563 mil a uma organização, o Instituto Impesdam, que apresentou inconsistências em suas informações. O projeto foi vetado, gerando mais questionamentos sobre a lisura de sua gestão.
Além disso, a escolha do Instituto Acesso para organizar o concurso da CMM sem licitação foi amplamente criticada. O Instituto Acesso, que havia enfrentado problemas sérios em um concurso anterior para a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) em 2018, foi contratado em um modelo que isentava a CMM de custos. No entanto, essa contratação sem licitação, somada ao histórico de falhas da empresa, gerou grande preocupação sobre a segurança e a lisura do concurso.
Esses escândalos e controvérsias lançaram dúvidas sobre a integridade da gestão de Caio André, contribuindo para sua queda nas eleições e deixando um legado de questionamentos em torno de sua administração.