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Economia
31/08/2024

Após três anos, bandeira vermelha volta e conta de luz fica mais cara

Na noite de sexta-feira, 30, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a adoção da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para o mês de setembro, a primeira vez em mais de três anos. A decisão se baseia na expectativa de afluência nos reservatórios das hidrelétricas do País estar cerca de 50% abaixo da média.

Esse nível de bandeira resulta em um acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O Custo Marginal da Operação (CMO) para a primeira semana de setembro está projetado em R$ 277,76 por megawatt-hora (MWh), um aumento de quase 200% em relação ao valor atual de R$ 94,25 por MWh.

A Aneel destacou que a escassez de chuvas e temperaturas acima da média em todo o País estão elevando a operação das termelétricas, que têm um custo maior comparado às hidrelétricas. Esta situação faz com que as usinas térmicas, mais caras, sejam acionadas com mais frequência.

A bandeira vermelha patamar 2 não era utilizada desde agosto de 2021, durante a crise hídrica. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reconheceu que o cenário hídrico está desafiador e está avaliando medidas, incluindo a possível ativação de termelétricas conforme acordos anteriores, após análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

Em julho, a bandeira amarela foi acionada pela primeira vez desde abril de 2022, e em agosto a situação melhorou, retornando à bandeira verde, sem custo adicional. A Aneel orienta os consumidores a utilizarem energia de forma consciente para evitar desperdícios e impactos ambientais.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, visa refletir os custos reais da geração de energia e repassar as variações de forma mais imediata às tarifas, ao invés de ajustá-las anualmente. 

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