O deputado federal e pré-candidato a prefeito de Manaus, Amom Mandel (Cidadania), gerou controvérsia ao não destinar nenhum recurso da União, por meio de suas emendas parlamentares, para a Prefeitura que ele almeja comandar. Em um processo que envolveu a apresentação de 21 emendas individuais ao orçamento federal para o ano de 2024, Mandel direcionou todos os recursos para outras instituições e órgãos públicos, deixando de apoiar a gestão municipal, que atualmente é liderada pelo prefeito David Almeida.
A atitude é reverberada nos bastidores políticos como uma rixa com o atual gestor municipal. As emendas apresentadas por Amom Mandel totalizaram R$ 37,8 milhões, entretanto, nenhuma delas foi direcionada para auxiliar a administração municipal de Manaus. Esta decisão do deputado, que frequentemente utiliza suas redes sociais para criticar a gestão municipal, gerou questionamentos sobre suas prioridades e compromisso com a cidade que almeja governar.
É importante destacar que cada deputado federal tem direito a apresentar emendas individuais ao orçamento da União, com um montante aproximado de R$ 37 milhões. No entanto, Amom Mandel optou por destinar seus recursos para apoiar órgãos públicos do Governo do Estado, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e até mesmo uma instituição privada, em detrimento da Prefeitura de Manaus.
Além disso, o deputado realizou um processo seletivo para selecionar projetos beneficiados por suas emendas, com 14 projetos escolhidos por votação popular, somando um total de R$ 9,9 milhões. No entanto, esse valor representa apenas uma fração do montante disponível para suas emendas ao orçamento da União.
A decisão de Amom Mandel de não destinar recursos para a prefeitura da capital amazonense enquanto busca sua candidatura à prefeitura de Manaus tem sido alvo de debate e críticas na esfera política local, levantando questões sobre suas prioridades e compromissos com os interesses da cidade e seus cidadãos.