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11/02/2025

Amazonas encerra safra de 2024 com envio de 50 toneladas de borracha para a Bahia

Mais de 50 toneladas de borracha nativa da Amazônia partiram, nesta segunda-feira (10), do porto do Demétrio, no bairro Educandos, Zona Sul de Manaus, com destino a Salvador, na Bahia. A remessa marca o encerramento da safra de 2024 e evidencia o crescimento da cadeia produtiva da borracha e a força das organizações comunitárias extrativistas do Amazonas.

O coordenador do projeto do Arranjo da Borracha no Memorial Chico Mendes (MCM), Jhassem Siqueira, destacou a importância da iniciativa ‘Juntos pela Amazônia – Revitalização da Cadeia Extrativista da Borracha’, que tem fortalecido o setor desde sua criação, em 2022. "Esse processo vem acontecendo passo a passo, com o envolvimento cada vez maior de seringueiros. Começamos com 100, passamos para 250 e, hoje, já estamos com 500 seringueiros produzindo", afirmou.

Crescimento da produção

A produção de borracha no Amazonas tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos. No primeiro ano do projeto, em 2022, foram produzidas mais de 60 toneladas. Em 2023, esse volume mais que dobrou, chegando a 130 toneladas. Agora, com a última remessa de 2024, o total da safra ultrapassa 160 toneladas, um aumento de 23,08% em relação ao ano anterior.

Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios, como a ausência de uma usina de beneficiamento no estado, o que encarece a produção. "Temos capacidade para produzir mil toneladas ou até mais, mas precisamos superar esses obstáculos", destacou Siqueira.

Fortalecimento das comunidades extrativistas

A assistente de Projetos Sociais no Memorial Chico Mendes, Rosa Castro, ressaltou a importância das políticas públicas para garantir a continuidade da produção e evitar o êxodo rural. "Trabalhamos para que as organizações comunitárias se fortaleçam e permaneçam em seus territórios, onde conhecem bem a floresta. Esse resgate tem sido desafiador, mas seguimos avançando", disse.

A carga enviada nesta segunda-feira será processada em uma fábrica na Bahia e posteriormente retornará a Manaus para a produção de pneus. Do total, quatro toneladas são da Associação dos Produtores, Criadores e Extrativistas do Amazonas (Apocria), de Itacoatiara; mais de 18 toneladas são da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Município de Pauini (Atramp); e 30 toneladas pertencem à Associação dos Produtores Agroextrativistas de Canutama (Aspac).
 

Essas associações fazem parte do projeto ‘Juntos pela Amazônia’, coordenado pelo WWF-Brasil em parceria com o Memorial Chico Mendes, Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), WWF-França, Michelin, Fundação Michelin, Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e Conexsus. No total, 13 associações integram a iniciativa, que busca revitalizar a cadeia da borracha nativa e garantir sustentabilidade econômica e ambiental para os extrativistas da região. 

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